segunda-feira, 8 de novembro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Refém da rede


Às vezes eu tenho a impressão de que estamos deixando de viver no mundo real. Enquanto a vida acontece aqui fora, milhares de pessoas estão presas lá, na tal internet. Eu mesmo já me senti assim, refém da rede. Vejam só como fica a sua vida:

Depois de um extenso dia de trabalho/aula, você chega em casa. Como de costume, precisa ler seus e-mails. Informações úteis misturadas com dezenas de correntes inúteis e slides. Leu todos? Hora de abrir o orkut. Adiciona o amigo da 1ª série, lê os recados, entra em alguma comunidade. Só não pode demorar muito, pois ainda tem muita coisa para fazer. Abre o facebook. Precisa ver as novidades dos amigos, mas bem rapidinho, porque você ainda nem postou no twitter hoje (que absurdo!). Então vai lá, neste tal twitter, disputar quem consegue ser mais bacana e divertido com uma frase só. Não pode esquecer também de atualizar seu blog, afinal seus seguidores não podem diminuir, ou você se sentirá um derrotado virtual. E atualiza também o tumblr. E o flickr. E todos aqueles sites que você precisa entrar diariamente, por força do hábito.

Enquanto você estava ali, pulando de uma janela para outra e seu messenger gritava, a vida continuava aqui fora. E parecia bem mais divertida.



Este foi mais um texto da minha nova coluna no jornal Arauto, toda terça-feira.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sorvete-seco e futebol de botão


Tenho 21 anos (não 32, como alguns teimam em dizer), então não faz muito tempo que deixei de ser criança. Mesmo assim, com o mundo mudando tão rapidamente, muitas das coisas que eu fazia na infância já não são mais feitas.

Um exemplo? Comer sorvete-seco. Arrisco dizer que mais da metade das crianças de hoje não sabe o que é sorvete-seco. Marcou minha infância. Eu tinha um colega que queria ganhar na mega-sena só para comprar um milhão destas guloseimas e encher a casa dele até o teto. E eu pedia para ele dividir o prêmio comigo se ganhasse.

Futebol de botão. Qual menino hoje joga futebol de botão? Lembro daquela coleção com jogadores clássicos. Os adesivos com o número da camisa e o símbolo, mas que sempre desgrudavam. As goleiras que não paravam no lugar e os dedos que ficavam esfolados de tanto jogar. Às vezes tinha até narrador. Hoje não tem mais.

Esta mudança não é exclusividade da nova geração. Eu também não brinquei com a maioria dos brinquedos que meus pais brincaram, então tudo bem. Fazer o quê? Só posso acabar o texto, voltar para o meu SuperNintendo e matar a saudade.


Esse foi mais um texto da minha nova coluna no jornal Arauto, toda terça-feira.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

domingo, 3 de outubro de 2010

Dia Z

Todos temos (ou teremos) um dia em que nada parece dar certo na vida.

Você acorda e descobre a cruel realidade. Acabou a bateria do celular e/ou a energia elétrica da sua casa no meio da noite. Não existe despertador extra. Sim, você está atrasado. Muito atrasado. E nem adianta contar esta história para o chefe ou para o professor.

Corre para o chuveiro, precisa rapidamente de um banho para acordar. É só ligá-lo que vem a surpresa: água tão fria quanto a que está na geladeira. Aquele apagão noturno, além de desligar o despertador, ainda queimou seu chuveiro. O banho frio é inevitável. E irritante.

Corre rápido para se vestir. As roupas saíram há pouco da máquina de secar. Mais uma surpresa: a calça jeans nova manchou suas camisas. Você pega aquela camisa surrada, lá do fundo do armário e decide que é com ela mesmo que vai seguir em frente.

Hora de calçar os sapatos ou tênis. Pelo menos estes parecem impecáveis, coloca um pé, depois o outro. Sente uma substância macia e estranha dentro dele. Quando retira, descobre que seu gato encontrou um novo lugar para, digamos, “aliviar-se”. Se você não estivesse tão atrasado, aquele bichano iria prestar contas do que fez.

Quando sai de casa, o carro não liga. Nem com reza. Agora é pedir carona ou andar depressa para não perder o próximo ônibus. Eis que surge à sua frente um táxi! Nem pensa duas vezes, embarca, já mostrando o destino. Porém, quando chega lá, descobre que esqueceu a carteira em casa. Precisa voltar e ir de novo, pagando o triplo para o taxista.

Enfim, chegou ao destino. O chefe ou o professor esperam que você apresente seu trabalho, fruto de três meses de dedicação. Ele está ali, no seu pen drive, bem à mão. É só conectar no computador e... nada. Como assim? Você lembra que não fez o backup, a tal cópia de segurança, como todo mundo recomendou. Aquele pen drive nunca havia dado problema. Mas é o seu Dia Z.

Em dias assim, só há uma solução. Respirar fundo e voltar rapidamente para a sua cama. Dormir até chegar amanhã. E esperar que não seja outro Dia Z.



Esse foi o texto da semana na minha nova coluna no jornal Arauto, toda terça-feira.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Rock na Colina


Minha história de roqueiro começou quando dois colegas de aula, em 2004, me convidaram para formar uma banda. O Mateus sabia tocar bateria, o Joel sabia tocar guitarra. Eu só arranhava meu violão. Faltava era o baixista. Então resolvi me tornar um.

Todo cara já sonhou em ter uma banda, pelo menos uma vez na vida. Se não for pela música, é pela vida de rockstar, sucesso, fãs, dinheiro. O que é muito mais fácil para o vocalista ou para o guitarrista. Do baixista ninguém lembra.

Surgiu a Loudspeakers. Como vocês podem perceber, ninguém sabia escrever o nome quando ouvia. E continua assim até hoje.

Já em 2008, meu primo me convidou para tocar em uma nova banda. Grunge. Gosto. Surgiu a Exploder. E é para um show da Exploder que convido todos vocês. No próximo sábado, dia 18, à meia-noite, ali no aeroclube de Rio Pardo. O show vai ser um tributo a duas grandes bandas, Pearl Jam e Alice in Chains. Além disso, ainda vai rolar o som da Cosmic Door, da Blues Driver e da Toca Raul. Imperdível.

Em caso de dúvida, é só procurar pelo nome do evento no Orkut: Rock na Colina. Tá todo mundo convidado. Desde que pague o ingresso.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Book of Shadows


Ontem ouvi pela milésima vez este disco e decidi que precisava falar dele. Quem conhece o músico Zakk Wylde, sabe do seu talento. Eis aqui a sua grande obra: Book of Shadows.

Em seu disco solo, você não vai ouvir centenas de riffs pesados, como no Black Label Society. Aqui, Zakk toca o que eu poderia chamar de um semiacústico. São melodias sensacionais que surgem, em sua maioria, de violões que jamais foram tão bem tocados. Mesmo sem o peso de outras vezes, Zakk não abandonou seus solos virtuosos de guitarra, que recheiam as músicas e fazem qualquer guitarrista do mundo reconhecer um verdadeiro talento.

Destacam-se as músicas Sold my Soul, Road Back Home, What You’re Looking For e Dead As Yesterday, mas todas as outras canções são do mesmo nível, e as opiniões costumam variar de ótimo a muito bom.

O que ouvir na próxima semana? Zakk Wylde – Book of Shadows. Não vai se arrepender.


Esse foi o sétimo texto da minha nova coluna no jornal Arauto, toda terça-feira.
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